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Vilarinho | Escola EB1 de Lage integra Rede Nacional de Bibliotecas

Vilarinho | Escola EB1 de Lage integra Rede Nacional de Bibliotecas

Já São 10 as Escolas do Concelho na Rede Nacional de Bibliotecas

A EB1 de Lage (Vilarinho) é a mais recente escola a integrar a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) no Concelho de Santo Tirso. Isto porque acaba de ser inaugurada, em cerimónia que decorreu no dia 22 de Fevereiro, na presença da Vereadora da Educação, Ana Maria Ferreira, do Director do Agrupamento, Queijo Barbosa, da Coordenadora da escola e ainda dos Representantes da Associação de Pais, esta nova valência da escola.

Com 144 alunos – esta que foi a primeira escola do concelho a receber a visita do Secretário de Estado Adjunto da Educação na altura da entrega simbólica dos computadores Magalhães – passa agora a integrar o grupo de 10 bibliotecas de escolas públicas existentes no concelho de Santo Tirso.

Esta iniciativa foi possível graças ao contributo do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares e da Câmara Municipal de Santo Tirso que têm investido na melhoria das condições de ensino no concelho, incutindo e incentivando hábitos de leitura nos mais jovens.

Sem apoio da RBE, mas igualmente no centro da preocupação da autarquia e fruto de uma boa articulação entre escolas do mesmo agrupamento, foi também criada uma biblioteca escolar na Escola do Olival. Esta beneficia do material da escola de Lage e conta com o apoio da Câmara Municipal de Santo Tirso, da Associação de Pais do Olival e da Associação de Pais da Lage na cedência de algum mobiliário.

A instalação da biblioteca da EB1 de Lage corresponde a um investimento de 12.000 € (8.000€ para equipamento e 4.000€ para o fundo documental) financiados pelo Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. A este investimento acresce a verba disponibilizada pela autarquia para a aquisição de mobiliário. Passam assim a ser 10 as Bibliotecas de Escolas Públicas de Santo Tirso, dos diferentes graus de ensino, que integram a Rede de Bibliotecas Escolares, designadamente a Escola Secundária D. Dinis, a Escola Secundária Tomaz Pelayo, a Escola Secundária D. Afonso Henriques, a Escola Básica Integrada de S. Martinho do Campo, a EB 2/3 da Agrela, a EB2/3 de vila das Aves, a EB 2/3 S. Rosendo, a Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, a EB1 da Ramada e a EB1 de Lage.

Saliente-se ainda que as associações de pais da EB1 de Lage, em Vilarinho, e do Olival, em S. Mamede de Negrelos, são muito interventivas nestas escolas, gerem as cantinas e a Lage até criou um blog com toda a informação do que se passa na escola (www.eb1lagevilarinho.blogspot.com).

Foto via www.cm-stirso.pt/

O conceito de Rede de Bibliotecas Escolares assenta no pressuposto de que as bibliotecas de diferentes escolas de uma mesma área geográfica devem estar articuladas em rede para permuta de documentos e actividades conjuntas de animação. O mesmo deve acontecer com a ligação entre as Bibliotecas Escolares e as Bibliotecas Públicas, principalmente para recurso a serviços de apoio técnico especializado. Neste sentido, foi criada a Rede Concelhia de Bibliotecas de Santo Tirso. Esta Rede revela-se verdadeiramente importante para o desenvolvimento de uma cultura de participação e de trabalho colaborativo envolvendo as escolas agrupadas e não agrupadas integradas na RBE e a autarquia através da Biblioteca Municipal.

A Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura, cujo protocolo de cooperação a autarquia assinou no final de 2007, visam criar condições para elevar os níveis de literacia e alargar e aprofundar os hábitos de leitura da população escolar do concelho.

Para além de assegurar as obras necessárias à recuperação e adaptação dos espaços em que são integradas as Bibliotecas Escolares, a Câmara Municipal de Santo Tirso apoia a RBE prestando colaboração técnica no domínio da organização, gestão e funcionamento das Bibliotecas Escolares; através da participação contínua dos professores e no apoio do uso eficaz dos recursos através do aconselhamento.

Até Setembro de 2010 estarão disponíveis os seguintes espaços afectos, exclusivamente, ao serviço das Bibliotecas Escolares (que foram alvo de uma candidatura à Rede de Bibliotecas Escolares): Agrupamento de Santo Tirso (Centro Escolar de S. Bento da Batalha, Centro Escolar de Areal S. Miguel do Couto e EB1 de Areias); Agrupamento Agrela e Vale do Leça (Centro Escolar de Água Longa); Agrupamento de S. Martinho do Campo (Centro Escolar da Costa/Roriz e EB1/JI do Olival) e Agrupamento Vertical do Ave (EB1/JI de Quintão 1 e EB1/JI de Bom Nome).

Fonte: http://www.cm-stirso.pt/

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Vilarinho: Fecho da têxtil A. Tomás Coelho Unipessoal atira 40 trabalhadores para o desemprego

Vilarinho: Fecho da têxtil A. Tomás Coelho Unipessoal atira 40 trabalhadores para o desemprego

desempregoQuarenta trabalhadores preparam-se para engrossar as fileiras de desempregados. A empresa têxtil A Tomás Coelho Unipessoal, sedeada na freguesia de Vilarinho, encerrou as portas no final do mês de Novembro. No entanto, os trabalhadores apenas foram alertados para o sucedido no dia 3 de Dezembro. Ao que se apurou, já há muito que a referida empresa lutava, nos limites do subsistência, contra um espiral de dificuldades. Entre Janeiro e Maio, cerca de metade da força laboral fora mandada para casa devido à falta de encomendas. Além disso, as faltas de pagamentos por parte dos clientes, os salários em atraso e até as dívidas ao fisco revelavam-se anunciadoras de um desfecho indesejável. Para trás, conta-se o mês de Novembro por pagar bem como dois subsídios e algumas horas extraordinárias. Confrontada pelos trabalhadores, a administração da firma garantiu que resolveria a situação até ao dia 18 do corrente mês.

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Festa da Nossa Senhora do Rosário Comissão de Festas continua à espera do subsídio camarário

Festa da Nossa Senhora do Rosário Comissão de Festas continua à espera do subsídio camarário

A Comissão de Festas da tradicional “Festa da Nossa Senhora do Rosário” (Vilarinho) ainda não recebeu o prometido subsídio camarário. Em declarações ao STH, António Marinho, Juiz da referida celebração afirmou-se bastante incomodado com a situação: “foi pedido um subsídio, a 2 de Fevereiro de 2009, de modo a podermos, no mínimo, cobrir as despesas que tivemos com as licenças camarárias. No entanto, já lá fui quatro vezes pedir o dinheiro e nada… há cerca de quinze dias, prometeram-me que pagavam na quinta-feira da semana seguinte mas nunca mais deram notícias…” Recorda-se que a Festa em honra da Nª Sra. Do Rosário decorre todos anos, na freguesia de Vilarinho, entre 9 e 10 de Maio.

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Entrevista – Nuno Martins, candidato pelo PSD à presidência da Junta de Freguesia de Vilarinho

Entrevista – Nuno Martins, candidato pelo PSD à presidência da Junta de Freguesia de Vilarinho

Com o desfecho das autárquicas à porta, o STH entrevistou Nuno Martins, candidato pelo PSD, à presidência da Junta de Freguesia de Vilarinho. Após ter saído derrotado nas eleições de 2005, este jovem engenheiro, de 30anos, afirma-se apostado em conduzir Vilarinho à mudança. A sua convicção é que, como o próprio afirma, “Vilarinho pode ser diferente”.

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Candidata-se pela segunda vez, desta feita é para vencer? O que o leva a retomar este desafio?

Vamos vencer! Candidato-me, pela segunda vez, porque acredito que Vilarinho pode ser diferente, já acreditava há 4 anos atrás e essa minha ideia não mudou.
Poderia ter assumido a derrota e desistido na altura, mas não o fiz porque estou consciente de que é possível fazer mais e melhor pela minha terra. Tenho consciência que, há 4 anos atrás, tudo era difícil, hoje com a experiência adquirida e com o trabalho realizado na Assembleia de Freguesia e junto dos Vilarinhenses, o caminho a percorrer é mais fácil e curto.
Não posso deixar de realçar, aqui, a minha extraordinária equipa, também eles são parte integrante deste desafio. Uma equipa de gente com valor e muitas provas dadas na Freguesia e nas mais diversas áreas, com vontade de trabalhar e demonstrar que em Vilarinho é possível fazer mais por menos, que é possível fazer diferente.

Sabemos que tem um projecto muito concreto para a freguesia de Vilarinho. Fale-nos um pouco sobre as suas propostas.

São, acima de tudo, propostas que vão de encontro às necessidades básicas dos Vilarinhenses! Não nos esquecemos das estradas mas acreditamos que um projecto para uma freguesia tem de ser muito mais abrangente. Não nos podemos esquecer que as necessidades da população, nos dias que correm, não são as mesmas que há 10 ou 20 anos atrás.
Os nossos jovens querem mais cultura e mais desporto. Os nossos idosos querem um lar de idosos onde possam desfrutar de um merecido descanso, depois de uma longa vida de trabalho e um gabinete de enfermagem para que não tenham de se deslocar para fora da freguesia e gastar o pouco dinheiro que ganham das suas reformas em transportes.
Os nossos desempregados precisam de ser apoiados… Para isso, precisamos de um Gabinete de Apoio Social para os ajudar a ultrapassar os problemas do dia-a-dia e gerar empregabilidade.
Queremos acabar com as assimetrias dentro da freguesia, por isso, depois da construção do polidesportivo na zona baixa da freguesia, defendemos a construção de uma piscina em Paradela, através de uma parceria público-privada.
Queremos ajudar as famílias de Vilarinho a pouparem no seu apertado orçamento familiar, oferecendo os livros escolares a todas as crianças do 1ºCiclo de Vilarinho.
Queremos uma rápida assistência em caso de doença, acidente ou incêndio, e para tal precisamos, igualmente, dos bombeiros em Vilarinho.
Queremos que as pessoas de Vilarinho não tenham de se deslocar para as freguesias vizinhas para irem à feira.
Acima de tudo, defendemos propostas que podem ser executadas com nenhum ou muito pouco dinheiro, mas que podem influenciar, em muito, a qualidade de vida dos Vilarinhenses.

A freguesia de Vilarinho tem sido, mais que uma vez, foco de revolta e descontentamento quanto à gestão municipal. Primeiro, a petição para mudar para o concelho de Vizela… agora, os sucessivos protestos junto das comitivas camarárias… afinal, o que se passa? E como posiciona a sua candidatura no que a isso diz respeito?

Os Vilarinhenses são gente de bem, sempre o demonstraram ao longo dos mais de 900 anos de história da freguesia.
Penso que o que tem vindo a acontecer, nestes últimos tempos, é fruto do descontentamento crescente sentido por todos, fruto do esquecimento a que a freguesia de Vilarinho tem sido votada por parte dos autarcas locais.
Quando falo em esquecimento, refiro-me às exigências que são pedidas pela população mas que não são correspondidas pelo poder. Como referi há pouco, as exigências actuais não são as mesmas de há 10 ou 20 anos atrás.
Não faz sentido construir um polidesportivo, ainda por cima, sem o mínimo de condições e quando, hoje em dia, se constroem pavilhões…
Não faz sentido fazerem a apresentação pública do projecto do Lar de Idosos e depois vê-lo fugir para a freguesia vizinha de São Martinho por causa de uma mera decisão política do Sr. Presidente da Câmara.
Não faz sentido continuarmos, em pleno Século XXI, sem a cobertura total de água e saneamento na freguesia.
Todos estes factores contribuem para uma população descontente e cansada de esperar pelo desenvolvimento da sua freguesia e pela melhoria substancial da sua qualidade de vida.

Tal como há quatro anos atrás, tem-se afirmado como firme defensor do projecto de João Abreu. Vilarinho deve mudar de vida? Como enquadra a gestão da sua freguesia neste apelo à mudança?

O apelo foi feito, há já 4 anos, e mantém-se, hoje, mais actual que nunca.
O João tem um projecto de presente e de futuro para o Concelho de Santo Tirso. Não vi mais nenhuma candidatura à Câmara Municipal apresentar um projecto digno desse nome.
Acima de tudo, uma Câmara Municipal ou uma Junta de Freguesia deve ser gerida tendo em conta o dia-a-dia, mas sempre com o pensamento no que vai acontecer daí uns anos, de forma a estarmos preparados para as eventualidades que possam surgir.
Temos o exemplo dos níveis de desemprego no Concelho que, por sua vez, resultam da crise no Têxtil. Há mais de 20 anos que se falava que a crise no têxtil ia chegar, alguém fez algo para mudar a situação? Será que o poder local não poderia ter tomado precauções quanto este assunto?
Um presidente da Câmara, tal como um presidente da Junta, se tem boa obra, se fez um bom trabalho, não precisa de andar a dizer que a tem ou que o fez. Normalmente, um bom trabalho e uma boa obra, não precisam de publicidade, publicitam-se por si só.
Reconheço, no João Abreu, as qualidades necessárias para gerir os destinos dos Tirsenses e, comigo, o destino dos Vilarinhenses.

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CURRÍCULO DO CANDIDATO

Nuno Miguel Vieira Martins, 30 anos, natural de Azurém (Guimarães) e residente em Vilarinho.  Licenciado em Engenharia de Materiais, exerceu, durante quatro anos e meio, o cargo de investigador na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Actualmente, desempenha a profissão de engenheiro técnico, representando, em Portugal, a Multinacional FEI. Assumiu, desde o inicio, a sua presença como membro da Assembleia de Freguesia de Vilarinho, é colaborador assíduo do Jornal Notícias do Vale e membro do Agrupamento de Escuteiros nº 245 – Vilarinho, há mais de 20 anos.

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Castro Fernandes inaugura zona desportiva de Vilarinho

Castro Fernandes inaugura zona desportiva de Vilarinho

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Promessa com mais de 20 anos foi finalmente cumprida

O Presidente da Câmara Municipal, Castro Fernandes, inaugurou, no passado sábado 8 de Agosto, a zona desportiva de Vilarinho, uma promessa que, recorde-se, data de há mais de 20 anos. Esta empreitada, que acarreta um investimento na ordem dos 197.600 euros, consistiu na requalificação da chamada zona desportiva, situada nas imediações da rua do Loteamento Municipal e do campo de futebol do F.C. Vilarinho. Relembre-se que há cerca de dez anos atrás, a Câmara Municipal havia recusado uma proposta de compra e venda endereçada pela empresa têxtil Baiona que incidia sobre a aquisição por parte do município de um complexo desportivo constituído por uma piscina e um ringue de futebol com balneários pela simbólica quantia de 10 mil contos (50 mil euros). Uma década depois, as obras efectuadas permitiram erigir um ringue de futebol de cinco, com 44m por 22m, e que por acréscimo, possibilitará igualmente a prática de andebol uma vez que o referido ringue foi também equipado com as marcações necessárias para a prática da modalidade. Junto ao recinto desportivo foi igualmente executada uma bancada de três degraus e um parque de estacionamento para 26 lugares. Por outro lado, a requalificação dos arruamentos envolventes implicaram, ainda, a construção de passeios na rua do Loteamento Municipal.

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Populares vaiaram comitiva da Câmara Municipal

A cerimónia de inauguração da zona desportiva decorreu sob uma autêntica chuva de protestos e insultos dirigidas à comitiva representativa da Câmara Municipal.

Qualidade do recinto desportivo esteve na origem dos protestos. dsc_0125

A cerimónia de inauguração da Zona Desportiva de Vilarinho ficou marcada por um inusitado episódio de protesto. Foi sob fortes vaias, insultos, assobios e apupos que a comitiva camarária encabeçada pelo Presidente Castro Fernandes levou a cabo a inauguração do chamado “Poli desportivo” de Vilarinho. As contestações foram protagonizadas por um grupo de cerca de 20 jovens e alguns residentes das imediações que, visivelmente revoltados, se insurgiram contra os procedimentos do executivo camarário na freguesia de Vilarinho, nomeadamente acerca da construção do badalado ringue de futebol, classificado por muitos dos presentes como “um embuste”.

Como explicou Rafael Coelho, habitante de Vilarinho e ex-coordenador da JCP: “manifestamo-nos contra a inauguração de um suposto poli desportivo que na verdade não existe porque isto, sinceramente, é apenas um ringue de futebol de cinco… além disso se as pessoas quiserem tomar banho ou vão à casa ou vão pedir ao F.C Vilarinho que lhe empreste os balneários porque aqui nem sequer há balneários”. Segundo este Vilarinhense descontente, esta manifestação espontânea acabou, inclusivamente, por dar origem a uma autêntica troca de acusações: “eu vi representantes do PS a defrontarem-se com outras pessoas e chamarem-lhes de bêbados só porque estavam a reivindicar… mas eles esqueceram que essa promessa foi feita há mais de 20 anos – um simples ringue de futebol – e mesmo assim foi à justa porque aquilo que, hoje, se deita abaixo nas outras freguesias, constrói-se em Vilarinho… aqui nem sequer temos sinais de trânsito… eu estive lá fora e posso lhe dizer que já vi campos de lavradores com sinais de STOP…”. Segundo Rafael Coelho, as reacções da comitiva e do próprio Presidente da Câmara às contestações exaltaram ainda mais os ânimos: “ o Presidente da Câmara chegou a responder ao Sr. Carlos Alves dizendo-lhe que estávamos em Portugal e que, por isso, só tínhamos que agradecer pelo pouco que temos… quem é que não fica indignado perante declarações destas? No final ainda ordenou a um que acabasse com isso e olhasse para as bailarinas…”.

Por sua vez, inquirido pelo STH, Onésimo Costa, comerciante e habitante da freguesia, afirmava-se “chocado” com o que acabara de assistir: “a falta de perspectiva e de ideias futuras para a freguesia é que me incomoda e revolta. Quando uma pessoa chega aqui e vê um espaço a que apelidem de poli desportivo e que só tem aplicação para torneios de futsal, o que há-de pensar? Isto tem para ali uma bancada sem sentido nenhum e onde poderiam fazer um espaço multi-usos com pistas de atletismo, por exemplo… ainda por cima meteram ali uns bancos de jardim onde a visão que se tem são as costas da bancada do campo de futebol, portanto não tem sentido nenhum…”. O comerciante não se ficou por aí e apelou a uma aposta na qualidade de vida: “na minha perspectiva, fomentar o desporto é dar liberdade de escolha às pessoas. Isto poderia ser um espaço onde as pessoas se sentissem bem, um espaço para as pessoas se reunirem e conversarem, um espaço de lazer, cultura e desporto mas nada disso está feito aqui. Isto é muito pouco para o dinheiro que se gastou e só fomenta o futebol. Eu entendo que a política autárquica deveria privilegiar os espaços onde todos coabitam e onde haja possibilidade de incrementar a qualidade de vida mas isto aqui não é qualidade de vida, é um desenrasque”.

Onésimo Costa é um dos muitos vilarinhenses que, regularmente, se deslocam para fora do concelho para poderem praticar desporto. Questionado sobre os motivos destas deslocações, o vilarinhense foi peremptório: “eu gostava de praticar desporto cá mas não há meios nem espaços para tal, até porque eu não jogo apenas futebol. Gosto, por exemplo, de praticar ténis e para isso desloco-me à Vizela, ao parque das termas… aliás não vou sozinho, somos um grupo de pessoas a ir jogar para Vizela”. Em jeito de conclusão, Onésimo Costa pediu, ainda, a palavra para relatar um caso que testemunhou: “queria relatar uma situação que se passou com uma amiga cujo filho precisava de praticar desporto por motivos de saúde. Ela ficou bastante preocupada porque reparou que não havia cá nada… Eu até comentei que apesar de se dizer que Vilarinho tem tudo, afinal parece que não tem nada e falta tudo. A pessoa em causa só reparou nisso porque precisou de um serviço básico, o acesso ao desporto e não o teve…” “Estamos a falar de desporto mas poderíamos estar a falar de cultura, por exemplo. Temos uma história que remonta ao ano de mil cento e tal mas, a nível cultural, temos zero… é por isso que a gente pensante foge toda de Vilarinho, é porque não há meios de os aguentar cá”, considerou ainda Onésimo Costa.

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“Vila Metal Fest” | Vilarinho recebe festival de Metal

“Vila Metal Fest” | Vilarinho recebe festival de Metal

vila-festNo dia 5 de Setembro, oito bandas de música metal oriundos de vários pontos do país serão os protagonistas de um festival a não perder.

Está quase aí a chegar o “Vila Metal Fest”. Este festival de música metal, realizado ao ar livre, decorrerá no Sábado 5 de Setembro, junto à barragem de Vilarinho. Apresentando um cartaz exclusivamente composto por bandas nacionais, a primeira edição do “Vila Metal Fest” promete proporcionar aos amantes de música metal uma noite de puro entretenimento. Pitch Black, Switchtense, Thee Orakle, Revolution Whitin, Final Mercy, The Godiva, Hacksaw e Konker under Pain são as bandas que marcarão presença no palco. Como explica Hélio Perliteiro, membro da organização: “uma vez que aqui na zona de Vilarinho e arredores não se organizam concertos nem festivais, decidimos começar com esta primeira experiencia dedicada à música metal. Primeiro, vamos inteirar-nos da adesão das pessoas e se as coisas correrem bem, é algo que, futuramente, podemos vir a perpetuar. Para já é ver o que isto dá…”.

Questionado sobre o evento, Nuno Ferreira, co-fundador do festival, salientou o papel de divulgação da música nacional, o que, segundo o mesmo, é “ponto assente do programa”. “Convidamos, apenas, bandas portuguesas porque entendemos que também é importante divulgar o que, por cá, se faz. Vêm bandas de Lisboa, Vila Real, Guimarães, Santo Tirso, Famalicão e Santa Maria da Feira…”, referiu o mesmo.
Por sua vez e em jeito de convite, Hélio Perliteiro apelou, ainda, à adesão e comparecimento da população: “apareçam… vai ser uma noite muito divertida… o local é agradável, situa-se ao pé do rio e da barragem. Vamos lá ter bom ambiente com comes e bebes à mistura e a entrada custa, apenas, oito euros o que, para ver oito bandas, é mais que acessível. O portão abrir-se-á pelas 18h30 e prevê-se que os concertos acabem por volta das 2h30 da manhã”.
No final da sessão de concertos, a noite estará a cargo do DJ Luís Lisboa que, numa actuação igualmente dedicada à música metal, animará a festa até ao despertar da manhã.

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