Arquivo | _opiniões

Apagão!

Apagão!

Desde a minha demissão do “Notícias do Vale” que não tenho escrito nem partilhado opinião  das circunstâncias que os meus olhos vêem e a minha alma regista acerca das pulsações do quotidiano nacional e local. Fi-lo propositadamente, pois achei conveniente impor a mim próprio este parapeito de reserva. Não foi, de forma alguma, por sentir-me limitado na minha liberdade de expressão, corrente que vai fazendo carreira desde os tempos da enigmática onda da “asfixia democrática”, imagine-se, neste Portugal livre e indiscutivelmente maduro no que toca às liberdades e garantias dos seus cidadãos.

Deixem-me, a propósito, que vos diga, francamente, que considero todo este espectáculo uma espécie de circo antigo, feito de números improvisados, uns atrás dos outros, denotando, agora a sério, uma indecorosa falta de elevação intelectual, como se fosse possível manipular, condicionar ou silenciar jornalistas e canais televisivos (em lote e em magote) sob a batuta de planos fantasiosos, engendrados de maneira laboriosa e susceptíveis de não levantar suspeição. Seria, de todo, carnavalesco que isto fosse verdade… ou estaríamos perante gente impreparada – primeiro-ministro e seus colaboradores directos – e incapaz de compreender que estas matérias vêm sempre ao de cima e têm na praça pública um julgamento inflexível e irremediavelmente castrador. Acredito que nas edições e redacções dos jornais e noutros órgãos de comunicação social, nomeadamente na televisão, interesses económicos e publicitários se sobrepõem, de quando em vez, a interesses editoriais – e sei do que falo. Agora, expurgar excertos de escutas efectuadas no âmbito de processos judiciais, juntá-los em efeito de puzzle inacabado e desencaixado, formatar uma história da “carochinha” e pôr tudo e todos a pedir clamorosamente a cabeça dos nossos governantes, vilipendiados pela saga de uma neo-era vampírica, só pode ser fruto de mentes francamente irresponsáveis, cinematográficas e sedentas de sangue governamental. Mas como neste país nada nos causa estranheza, talvez estejamos perante um “escutagate” de consequências imprevisíveis e nefastas para a governabilidade e estabilidade deste rectângulo triste, enfadonho, copiosamente rude e repreensivelmente displicente. Depois vem a hipocrisia… toda a gente advogava há imenso tempo que Manuela Moura Guedes nunca teve perfil de jornalista, sobretudo em questões de seriedade, imparcialidade e independência, para não falar na sua “sui-generis” postura jornalística (recorde-se, aqui, a sua incursão pelo parlamento e a promiscuidade que resulta entre a tarefa executada pela garfo de deputada e pela faca de jornalista – um caldo explosivo! O primeiro-ministro “teve-os no sítio” ao criticar tal comportamento e… aqui d’el rei! Este foi o mote para tamanha trama que vai servindo para alimentar as aberturas dos noticiários e as páginas de muitos jornais em regime de pré-falência, valendo tudo para mais uma ediçãozinha extra, em puro estado de desespero. Depois… bem, depois, as comissões parlamentares de ética, que mais não são que um complemento às actividades circenses enunciadas no meu primeiro parágrafo.

Já em S. Martinho do Campo, o apagão que se verifica a nível nacional também aí cria raízes, e é de tal forma visível que não se vislumbram quaisquer transformações capazes de nos fazer crer que mudanças significativas estarão para acontecer. Vão surgindo demissões, renúncias a cargos públicos e outros actos de inegável complexidade e entendimento e as pessoas vêem-se privadas do acesso a informação que lhes dê com todo o rigor a verdade factual e motivacional desses acontecimentos. Das duas, uma: ou os protagonistas se reservam o direito de não se pronunciarem sobre tais temáticas ou os meios de comunicação existentes não dão os passos necessários à obtenção dessa mesma informação, até porque há demissões formais que nem chegam a ser publicadas pelos jornais, nomeadamente a da directora-adjunta do quinzenário a que faço referência no início deste artigo. Estranho, no mínimo. Isso, sim, prefigura um atentando à liberdade de informar e reforça, ainda mais, a tese do incumprimento editorial.

O apagão intelectual, informativo, cultural e de desenvolvimento instalou-se definitivamente em S. Martinho do Campo. Talvez tudo isto seja consequência da grave crise que o meio atravessa quanto ao desemprego, o que leva a que crises sociais acentuadas tenham reflexo directo nas outras envolvências, no mundo das ideias e nas sinuosidades dos projectos. Tirando a iniciativa da EBI no que toca à organização de uma Feira Medieval agendada para Junho próximo, pouco resta para além das festas da vila e das iniciativas da “AS”, onde se vai apreciando algum do excelente trabalho das associações. É, no entanto, muito pouco para uma vila como S. Martinho do Campo. A degradação das suas vias de comunicação, da sua avenida principal, a inexistência de espaços obrigatórios, nos tempos que correm, para a prática de desporto e o consumo de cultura, as obsolescências dos edifícios abandonados que outrora dinamizavam o seu meio comercial e industrial  vai catapultando S. Martinho do Campo para uma espécie de adormecimento que nos recorda as aldeiazinhas resignadas do interior… e resignação é atributo dos fracos!

Cidálio Castro

N.º de visitas para este artigo: 71

Categorias _opiniõesComments (0)

Ajudar as empresas:  Uma tarefa patriótica

Ajudar as empresas: Uma tarefa patriótica

Encontrar um consenso nacional para uma política de apoio efectivo às empresas portuguesas, especialmente à suas PME, é a tarefa prioritária e patriótica que aos partidos compete neste momento político de enorme importância que é o da discussão do Orçamento do Estado para 2010.

Portugal atravessa um momento particularmente grave do ponto de vista económico e social. O desemprego atinge níveis dramáticos, a actividade económica atrofia, o endividamento dispara, as contas públicas derrapam, as exportações definham, a exclusão social agudiza-se e a pobreza alastra.

A comissão Política Distrital do PSD Porto, à qual presido, enviou há dias ao presidente do Grupo Parlamentar uma carta em que dava conta daquilo que, na sua opinião, o País e a Região Norte não devem dispensar como exigências para o novo OE.

Em primeiro lugar, é indispensável alargar a base de acesso das empresas à PME-Invest, alterando e flexibilizando os critérios, de forma a mais empresas consigam aceder a tais instrumentos. Excluir as que devem à Segurança Social ou ao Fisco sem cuidar de perceber se a sua situação é decorrente da crise é um contra-senso que não permitirá que empresas saudáveis e dinâmicas retomem a sua actividade lucrativa apenas por questões de tesouraria circunstanciais.

Reforçar o plafonamento do seguro de crédito à exportação, nomeadamente para os países da OCDE (cada empresa, em média, acedeu apenas a cerca 800.000€) é também uma medida que ajudaria o desígnio do aumento das exportações, um objectivo claramente patriótico e central para a recuperação da economia. Elevar esta garantia para cerca de dois milhões de euros por empresa é uma medida mais do que justificada.

Terceiro ponto é a revisão dos Planos Sectoriais de apoio às indústrias com maior impacto na produção nacional (automóvel, têxtil, calçado, mobiliário e cortiça), de forma a adaptá-las à realidade do tecido empresarial e remover obstáculos regulamentares artificiais que prejudicam o acesso das empresas a estes planos. Melhor conceptualização destes programas, através da consulta das respectivas associações empresariais, e diminuir as cargas administrativa e burocrática das candidaturas é o caminho a seguir.

Reforçar orçamentalmente os fundos FIEAE (Fundo Imobiliário Especial de apoio às Empresas) e o FACCE (Fundo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas) será uma quarta medida que em muito vão ajudar á criação de riqueza na esfera da iniciativa privada. O sucesso que estes fundos têm tido prova a importância estratégica dos mesmos para as PME, nomeadamente no que concerne à reestruturação e adaptação das mesmas às novas exigências do mercado.

Estas propostas do PSD/Porto, além do contributo que pretendem ser para a discussão do OE, são ainda um voto de confiança na capacidade do partido em colocar os reais interesses nacionais no centro da discussão do OE para 2010, num cenário de estabilidade política de que Portugal precisa para poder sair da crise em que está mergulhado.

Assim o Governo e o PS o permitam.

Marco António Costa, Dr.

Presidente da Distrital do PSD/Porto

N.º de visitas para este artigo: 83

Categorias _opiniõesComments (0)

ESCLARECIMENTO

ESCLARECIMENTO

Tendo sido requerido pelo Sr. José Carlos Correia de Sousa um pedido de esclarecimento sobre um artigo na rubrica “Repórter por um dia” em 02 de Outubro de 2009 no n.º 11 do jornal (papel) Santo Tirso hoje com o título “Assim não pode ser” a Editirso informa os seus leitores do seguinte:

  • O Sr. José Carlos Correia de Sousa escreveu alguns artigos de opinião no nosso jornal (papel)
  • O referido artigo foi enviado por e-mail com o pseudónimo de “José Carlos Sousa”
  • Os nomes, sendo parecidos, poderiam fazer confusão para os leitores
  • Não foi intenção da Editirso que os nomes se prestassem a mal-entendidos.

Pelos factos apresentados e depois de o Sr. José Carlos Correia de Sousa se sentir lesado na dignidade da sua pessoa, a Editirso vem por este único meio apresentar as suas desculpas.

N.º de visitas para este artigo: 113

Categorias _RP1D, _concelho, _opiniõesComments (0)

Carta ao director

Carta ao director

Ex. mo Sr. Director,

Permita-me endereçar os meus parabéns pela edição do vosso Jornal de 9 de Outubro, «especial autárquicas» no qual estão presentes os principais pontos programáticos que norteariam a acção e gestão política do vencedor, entre os quatro ilustres candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Santo Tirso, no quadriénio 2009/2013.

No dia 11 de Outubro a vontade expressa no voto dos eleitores do Concelho de Santo Tirso traduziu-se em mais uma vitória do Partido Socialista. Com efeito o P.S. obteve, na Câmara Municipal cinco mandatos, maioria absoluta, na Assembleia Municipal catorze mandatos, maioria absoluta, na Junta de Freguesia de Santo Tirso, o Presidente eleito pertence ao P.P.D./P.S.D., mas o número de mandatos na citada Junta é o mesmo nos dois maiores partidos. Em todo o Concelho de Santo Tirso o Partido Socialista tem mandato de Presidência em dezasseis Juntas de Freguesia, o P.P.D./P.S.D. apenas seis.

Mais uma vez o Partido Socialista é o grande vencedor das eleições autárquicas neste Concelho e mais uma vez está de parabéns.

Os seus representantes tomaram posse em 31 de Outubro p.p. , encerrando todo um  ciclo político marcado por campanhas eleitorais.

Assim sendo o cenário político que imediatamente resulta, a nível de gestão autárquica , é o da concentração de mandatos e consequente atribuição de pelouros, sem dúvida legitimado democraticamente. A lógica habitual é descansar na execução  responsável do programa do partido vencedor.

No entanto actualmente a consecução de objectivos e compromissos programáticos parece ser cada vez mais difícil sobretudo a nível da implementação de medidas de apoio, ao empreendedorismo, à dinamização empresarial, à dinamização da economia local e ao emprego. (v/jrnal de 9 deOutubro)

Segundo  o DN Economia( 09/11/03) as previsões da Comissão Europeia não são favoráveis para o nosso País.

Não é novidade que vivemos dias  de grave crise económica e social, e um dos sinais dessa crise é o encerramento de empresas com o consequente desemprego. Atentos a este fenómeno os líderes partidários apresentaram nos seus programas para as eleições autárquicas objectivos e medidas de apoio para a criação de novas empresas(vide v/  Jornal de 09 de Outubro ).

Esta grave crise económica e social  não exigirá porventura uma  nova cultura política, pluripartidária, aberta e interventiva. participação alargada de outros partidos na gestão dos diversos pelouros autárquicos, da qual resulte o bem comum mesmo quando o partido vencedor tem maioria absoluta ?

“ (…) os governos são importantes mas não representam tudo nem, porventura, o mais importante. As opiniões públicas pesam por forma decisiva como as autarquias(…) os grupos sociais de pressão mais ou menos organizados e a dialéctica governo – oposição. Os cidadãos devem ter consciência de que é assim, e que isso lhes confere  o dever de participarem activamente na res publica”( Mário Soares  – in Governar à Esquerda, Expresso –Revista, 29/1/97).

“Não sou pela regionalização, mas sim a favor da descentralização de muitos serviços e da desconcentração de decisões” ( Mário Soares em 2005 ).

Estas  palavras do mentor mais conhecido e mais respeitado do Partido Socialista, antes e após 1974, parecem  poder significar e indiciar partilha de poder, procura de consensos, bem como a actuação cívica e responsável de todo o cidadão.

Todos sabemos que há exemplos internacionais de coligações partidárias. O mais conhecido, é o caso da coligação CDU-FDP na formação do Governo de centro – direita na Alemanha. Poderíamos também recordar a chamada de críticos de Barack Obama à Administração nos U.S.A.

A nível nacional autárquico há também exemplos significativos de partilha de pelouros, salvo erro, em Sintra, no Porto, em Tomar.

De qualquer forma, a grave crise económica e social, que é um facto, não pode esperar e exige resposta imediata, corajosa , comprometida e colaborativa da parte dos responsáveis políticos  bem como de todos nós.

Manuel Cirilo Cruz

N.º de visitas para este artigo: 92

Categorias _opiniõesComments (0)

Ter ou não ter … propostas – Pedro Fonseca

Ter ou não ter … propostas – Pedro Fonseca

A política à portuguesa tem os seus paradoxos. José Sócrates utilizou há dias um argumento para atacar a líder do PSD. “O dever de um político é fazer propostas (há versões que afirmam que a palavra utilizada foi “promessas”)”, afirmou o primeiro-ministro, numa crítica evidente à estratégia do silêncio que tem sido seguida por Manuela Ferreira Leite.
Seja como for, o que posso dizer é que concordo com o líder do PS e primeiro-ministro. Quem se candidata a eleições tem de mostrar ao que vem, o que pretende fazer, que políticas implementar. Ninguém passa cheques em branco a ninguém.
É esse programa que será sufragado pelos eleitores. Depois, quatro anos depois, é o momento para avaliar da concretização dessas propostas e, após analisar o que foi proposto, o que foi feito e como foi feito, exercer em pleno a nossa opção através do voto.
Sócrates tem razão. Um político tem o dever de fazer propostas. Numa altura em que os cartazes com os candidatos autárquicos já inundam as nossas ruas e as nossas praças, é importante percebermos quais as mensagens que nos são transmitidas.
Até ver, nenhum parece ter seguido José Sócrates. Propostas, zero.
Frases-feitas, chavões vulgares, promessas de amor à terra, sim – de tudo um pouco se vê e lê por aí. Autênticos cheques em branco.
Do PS ao PSD, da CDU ao BE e ao CDS, ninguém parece capaz de colocar uma ideia, uma proposta num daqueles cartazes gigantes que nos “agridem” a toda a hora. É a estratégia do silêncio ao contrário – falar, mas não dizer nada. (O próprio PSD nacional acabou de colocar um cartaz com a imagem da líder, com uma frase que, em si mesma, não significa nenhum tipo de acção política).
No meio deste desolador panorama, é justo sublinhar a estratégia seguida pelo candidato do PSD, em Santo Tirso. João Abreu cumpriu esse “dever de um político”, como lhe chamou Sócrates, e abriu o livro das suas propostas para o concelho. Semeou-as, em cartazes, um pouco por todo o lado.
Concorde-se com elas, ou delas se discorde, são, para já, o único motivo de reflexão, discussão e debate. Da minha parte, por exemplo, espero que o candidato social-democrata possa ainda quantificar essas propostas. Ou seja, esclarecer quanto é que cada uma delas vai custar ao erário público.
Para já, João Abreu colocou à disposição dos eleitores o seu programa:
apoio às empresas e ao investimento; promoção do emprego; aposta na cultura; apoio às famílias e aos idosos – dispenso-me de elencar e dissecar aqui uma por uma.
O candidato à Câmara já fez o seu papel e já deu o primeiro passo para o confronto e o debate de ideias – e também já deu um sinal de que não deve haver votos no escuro. Daqui para a frente espera-se que os outros partidos avancem com o seu leque de propostas. Só assim se cumprirá a democracia.

_Pedro Fonseca
Consultor de Comunicação/Lic. em Direito (Ciências Juridico-Políticas)

N.º de visitas para este artigo: 93

Categorias _opiniõesComments (0)

SANTO TIRSO BILITA O VEREADOR DO POVO – mngouveia

SANTO TIRSO BILITA O VEREADOR DO POVO – mngouveia

A CDU elegeu de entre os seus militantes e activistas, para cabeça de lista á Câmara Municipal de Santo Tirso, Abílio Martins – BILITA.
BILITA na apresentação da sua candidatura deu a conhecer as linhas gerais do programa da CDU, um programa abrangente e muito concreto com vista a enfrentar os graves problemas que o Concelho enfrenta, e disse aos jornalistas, que não está contra ninguém, mas que quer tirar a maioria ao PS e ser principalmente vereador dos mais necessitados e do povo.
Quem é este decidido cidadão residente em Vilarinho e tão frontal nos seus objectivos?
BILITA tem 55 anos, é operário têxtil, foi Coordenador/Presidente da secção de Santo Tirso do Sindicato Têxtil, é autarca e político activo, e foi escolhido pela CDU como candidato á presidência da Câmara de Santo Tirso.
E o que tem este candidato que os outros candidatos não têm?
Tem a experiência de saber o que custa a vida, trabalha numa fábrica têxtil, tem a formação de trabalhar com máquinas e de andar no meio do cotão, tem a experiência como sindicalista por ter enfrentado e defender a classe a que pertence. Participou em todas as lutas:
Conquistou e defendeu direitos arduamente conquistados, lutou contra os baixos salários, os despedimentos ilegais, venceu a luta heróica das 40 semanais, lutou e luta contra os ilegais e escandalosos encerramentos de empresas no Concelho.
A sólida experiência, a frontalidade e a sua firmeza política é reconhecida por todos, dentro e fora da CDU, isso ficou bem vincado nas penúltimas eleições autárquicas, ao ter ficado há distância de sessenta e nove votos (69) para ser eleito presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho.
As suas experiências, como operário, sindicalista e político activo dão garantias sólidas a todos aqueles que estão confrontados com necessidade de apoios na educação, na formação, na obtenção de habitação condigna, saúde hospitalar acessível e digna, transportes confortáveis e acessíveis. Dão garantias seguras no apoio á formação e criação de emprego no Concelho para os jovens, apoio permanente e especializado aos velhos idosos e reformados, apoio às empresas instaladas e á criação de novas empresas com vista a um forte aumento de empregos, e enfrentará o desemprego com a envergadura que este flagelo social Concelhio impõe. BILITA é o vereador que o Concelho precisa e que o povo necessita.

N.º de visitas para este artigo: 94

Categorias _opiniõesComments (0)

Um SMS para a democracia – Jack Soifer

Um SMS para a democracia – Jack Soifer

jack-soiferSe pensarmos que nas eleições para o Parlamento Europeu, ganhou a abstenção, o voto nulo e branco, com 69 por cento, concluímos que o povo está farto da farsa União Europeia.
Em Portugal, o ministro Manuel Pinho desestruturou a economia. Em quatro anos, morreram 50 mil Pequenas e Médias Empresas (PMEs), as que realmente geram emprego na economia nacional, e pôs na rua mais dez mil jovens.
Apesar dos alertas de Sul a Norte, e propostas de muitas associações de empresários e da sociedade civil, o ministro apenas se preocupou com Projectos de Interesse Nacional (PINs), que não funcionam e apoiou mega indústrias que não contratam. Acabou por sair não pela incompetência e arrogância contra os pequenos empresários, mas por gestos impróprios no parlamento.
Mário Lino aprovou contas erradas de projectos que já ninguém quer; e continua no poder. O TGV nem a França quer, pois a empresa que gere os comboios naquele pais comprou mais 80 composições alternativas. Lino errou ainda no número de voos para a Ota; não contou que as companhias precisam primeiro de lotar os voos que já têm actualmente, e não de colocar novos no mercado em crise.
Lá fora, a situação não é melhor. Os escândalos na escaldante Itália deste Verão farão com que os bilionários do gang de Berlusconi fiquem cautelosos até às falências em Outubro.
Em França, os filhos dos imigrantes, desempregados, empurrados para deprimentes bairros periféricos, são estrangeiros nos países dos pais e cidadãos de segunda classe onde nasceram. Em Itália, Grécia, Inglaterra, por toda parte, os desempregados são entretidos com programas e jogos na internet para não pensarem na injustiça social.
O descontentamento aumenta. Nos EUA, os neo-eleitores escolheram Obama, que prometia mudar a injusta estrutura política, mas cujo resultado prático tarda a fazer efeitos.
A única coisa que veio para a Europa foi o advento, de usar o SMS e as redes sociais na Internet para mobilizar milhares de pessoas, durante a campanha presidencial. A moda já tinha pegado por cá, com os professores portugueses a convocarem protestos por telemóvel. A técnica é tão eficaz, que durante as últimas manifestações de Paris estiveram muitos idosos convocados via SMS.
O desacordo sobre o aquecimento global que se prevê para Copenhaga no fim do ano, será o tiro final na crença desta chamada democracia representativa. Provavelmente, você verá um SMS a chamá-lo para o retorno à real democracia. Fique atento e espere mudanças em 2011, quando o desemprego cá chegar ao milhão de pessoas.

N.º de visitas para este artigo: 169

Categorias _opiniõesComments (0)

Candidatos Candidaturas Promessas – Vera Silva (CDU)

Candidatos Candidaturas Promessas – Vera Silva (CDU)

Sentimos alguma pressão aquando da nossa apresentação como cabeça de lista à Assembleia Municipal por ainda não se saber quem assumiria essa tarefa para a Câmara. Porém a prioridade nessa data era a elaboração do programa. Concluído o esboço procuramos ver quem estava em melhores condições para o executar. Foi escolhido um histórico do partido comunista notável na sua intervenção sindical, nomeadamente, na luta pelas quarenta horas de trabalho semanal. O Abílio Martins “Bilita” está em condições de defender os interesses da grande maioria dos habitantes de Santo Tirso porque é do povo e é o povo que defende com uma enorme vantagem sobre qualquer outra candidatura pelo facto de acreditar na nossa razão e saber que um dia venceremos.

A sua vontade de transformar a sociedade e a humildade com que desempenha as tarefas que lhe são confiadas dão-nos a garantia de ser um candidato de confiança. A decisão está tomada, as equipas escolhidas, resta-nos travar a luta da campanha com poucos meios, ignorados pela maioria da comunicação social mas convictos e firmes.

As outras candidaturas são mais do mesmo. Os intérpretes repetem-se com mais uma ou outra inovação nas promessas, algumas que nós subscrevemos, mas que sabemos, pela leitura do passado, nunca serão cumpridas. Respeitamos as pessoas, como nos têm respeitado a nós, mas não avalizamos o seu trabalho ao serviço do Concelho porque esse tem-nos conduzido a uma situação que gostaríamos de ver alterada. O balanço que fazemos dos mais de trinta anos de gestão PSD e PS, com muito maior responsabilidade do último pelos anos em que deteve o poder absoluto com as suas maiorias, é negativo. Grande parte do Concelho sem abastecimento de água e saneamento, acessibilidades sem o mínimo de condições, populações sem transportes públicos como acontece em S. Salvador do Campo e S. Mamede de Negrelos, Centros de Saúde sem condições, Obras começadas e interrompidas sem qualquer justificação aparente, obras feitas com dinheiro da Autarquia em propriedades privadas são alguns exemplos de gestão danosa que nós condenamos.

Falemos por último de promessas. Temos por norma dar o benefício da dúvida sempre que não temos capacidade objectiva de provar que algo é certo ou errado. Admitimos que gente nova aceite como verdade o que prometem tão dignos cidadãos pois a experiência é reduzida. Agora quem viveu mais de trinta anos a ouvir dos mesmos as mesmas coisas e não se questiona sequer, aceitando o fatalismo da sua existência como inalterável, temos muita dificuldade em entender. Quando se trata de Europeias ou mesmo Legislativas é algo que fica “muito longe” e eles justificam-se dando esse argumento também … agora pôr no programa que vão pavimentar a minha rua não o fazem para fazer uma outra que desse programa não constava, e isto várias vezes, é que não entendemos.

Temos provas, no entanto, que isto está a mudar. Há já bastantes anos que costumamos estar presentes nas mesas de voto. Sabem em que mesas a CDU tem vindo a crescer? Nas mesas dos últimos recenseados, nas quais nos incluímos, e que são na sua maioria gente nova. Esta constatação é um forte motivo de esperança e um tónico para continuar a trabalhar por esta causa.

N.º de visitas para este artigo: 78

Categorias _opiniõesComments (0)

  • + lidas
  • últimas
  • comentários
  • Tags
  • subscreva

pub

Tempo

Weather in Santo Tirso